Perda de paladar ameaça saúde dos idosos

Azedo, salgado, doce, amargo e… Umami. O último pode não transmitir com a mesma rapidez a sensação no paladar que os outros quatro mais conhecidos, mas não há quem deixe de apreciar uma carne suculenta, legumes tenros ou uma pratada de crustáceos apetitosos. Esse gosto “delicioso” e duradouro de “deixar água na boca” é reconhecido como um dos cinco sabores básicos. Por isso, garante a capacidade de equilibrar o paladar e definir melhor o gosto total de uma refeição. Não só isso. O umami parece ter mais facetas que o imaginado, e todas elas muito boas para a saúde. Um trio de pesquisadores do Japão acredita que há uma estreita relação entre a capacidade de um indivíduo de perceber o umami e a condição física dele. Principalmente, quando a pessoa vai envelhecendo.

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“Nosso teste de sensibilidade desenvolvido recentemente revelou a perda apenas da sensação do gosto umami com a preservação dos outros quatro básicos em alguns pacientes idosos”, resume Noriaki Shoji, que conduziu o estudo com Takashi Sasano e Shizuko Satoh-Kuriwada, todos da Escola de Odontologia da Universidade Tohoku. Eles avaliaram 44 idosos com relação à provável perda de gostos básicos no paladar, entre outras condições de saúde. Em comum, os participantes reclamavam de perda de apetite e de peso, resultando em saúde total debilitada.

Com base nos resultados, publicados na revista Flavour, os cientistas consideram que melhorar o fluxo salivar pode ser um tratamento para pacientes com distúrbios digestivos, nutricionais e de paladar. Nesse cenário, estimular o sabor umami aumenta o fluxo da saliva. “Encontramos também o tratamento de hipossalivação (baixa produção de saliva). Isso diminui a hipogeusia (diminuição da função gustativa), indicando que a salivação é essencial para manter a função do gosto normal”, diz Shoji.

Para estimular a produção de saliva e tratar doenças relacionadas ao paladar, à digestão e até mesmo à nutrição, os cientistas deram aos voluntários o chá japonês kobucha, feito de pó de algas e rico em umami. Foram observados a salivação, o apetite, o peso e a saúde em geral dos participantes. “A manutenção do umami não só contribuiu para a função gustativa, mas também para a preservação da boa saúde oral e em geral nas pessoas idosas”, garante Shoji.

A partir dos 50 Análises anteriores indicam que as alterações no gosto fazem parte do processo fisiológico de envelhecimento, pois, com a idade, há uma redução de receptores específicos para as percepções gustativas. O declínio dos estímulos primários da gustação (doce, salgado, azedo, amargo e umami) passa a ocorrer a partir da sexta década de vida. A estimativa é de que a idade do indivíduo seja inversamente proporcional ao número de receptores específicos para as percepções gustativas. Nos jovens, esse número corresponde a mais de 250 corpúsculos para cada papila. Nas pessoas acima de 70 anos, cai para menos de 100.

Como o gosto tem base anatômica no número de corpúsculos gustativos nas papilas linguais, o envelhecimento provoca um decréscimo do limiar de detecção e identificação de sabores. Assim, o idoso necessita de maior concentração de elementos indutores da sensação de sabor na constituição dos alimentos. Segundo a gerontóloga Elci Almeida Fernandes, membro do diretório da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia e nutricionista clínica do Instituto Central do Hospital das Clínicas de São Paulo, a perda gustativa é mais acentuada no paladar para os sabores salgado e amargo, o que gera uma tendência de os mais velhos acrescentarem condimentos às refeições.

“Esse hábito pode se tornar um fator deletério devido a sua contribuição para o possível advento de doenças cardiovasculares. Com a redução do volume de saliva no processo de envelhecimento, por exemplo, há consequente decréscimo da secreção de amilase e sua atividade, dificultando a digestão inicial dos carboidratos”, explica.

Isso contribuiria para uma menor percepção do sabor doce, podendo, dessa forma, ajudar o surgimento de alterações glicêmicas em indivíduos que ingerissem carboidratos simples em excesso. “De acordo com a pesquisa, o decréscimo do paladar não só reduz o prazer e o conforto da alimentação, como também é causa de sérios fatores de risco para as deficiências nutricionais e imunológicas”, observa Elci Fernandes.

Digestão
Enzima produzida pelo pâncreas e pelas glândulas salivares que atua na digestão do amido e do glicogênio contidos nos alimentos. As taxas de amilase são analisadas para o diagnóstico de pancreatite e disfunções na tireoide.

Remédios potencializam
“ Já é comprovado que os pacientes idosos são mais vulneráveis aos efeitos tóxicos dos medicamentos. De acordo com a farmacocinética clínica, eles sofrem uma série de alterações que interferem diretamente nos processos de absorção, distribuição, metabolização e eliminação dos medicamentos. Portanto, os efeitos tóxicos nesses pacientes podem ocorrer de maneira mais proeminente, devendo-se ter um extremo cuidado para assegurar a monitorização adequada das reações adversas, entre elas, os distúrbios gustativos. Drogas excretadas na saliva podem potencializar os efeitos adversos ou alterar a produção própria de algum sabor. Além do uso de medicamentos, alguns aspectos caracterizam essa perda, como a má higiene bucal, lesões dos nervos sensoriais, presença física de fragmentos e restos alimentares sobre os corpúsculos gustativos, o que pode dificultar a estimulação dos quimiorreceptores orais. A gravidade desse fato vai depender do tratamento que o paciente recebe e mais de uma alteração funcional do que orgânica.”

Elci Almeida Fernandes, membro diretório da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia e nutricionista clínica do Instituto Central do Hospital das Clínicas de São Paulo

Solução em substância do alho
Kumiko Ninomiya, do Umami Information Center, no Japão, discute a descoberta do umami e explora as diferenças na cultura culinária entre a Europa e o Japão em um artigo também publicado na revista Flavour. Ninomiya acumula estudos colaborativos recentes com chefs e pesquisadores sobre os diferentes perfis de sabor de soja para as unidades populacionais de japoneses e ocidentais. Ela explica que o umami tem sido mais facilmente aceito pelos japoneses e encontrou certa resistência de uso na cozinha ocidental. Mas a troca recente de métodos de cozimento e a existência de diversos tipos de alimentos ricos nesse gosto em diferentes países facilitaram uma nova abordagem para o desenvolvimento de experimentos em busca de alimentos saudáveis e ainda mais saborosos.

“As substâncias chamadas kokumi, encontradas em alho, cebola e vieiras, são conhecidas por aumentar gostos básicos quando combinadas com outros sabores, apesar de não terem gosto sozinhas.” Essa é inclusive a possível arma a ser usada para resolver o problema encontrado pelo trio de pesquisadores inicial. O aumento da sensação umami por meio do uso de substâncias kokumi é capaz de reforçar o sabor de alimentos.

Dois artigos também integrantes da série de trabalhos divulgados na Flavour sobre a ciência dos sabores mostraram os primeiros resultados de testes para melhorar o gosto da famosa manteiga de amendoim americana em versão com baixo teor de gordura usando kokumi. Geralmente, as adaptações tradicionais melhoram os fatores nutritivos dos alimentos, mas prejudicam o sabor. Com o uso da kokumi, garante os cientistas, é possível se aproximar de um alimento saudável e irresistível.

Professor de biofísica da Universidade do Sul da Dinamarca, Ole Mouritsen observa que, apesar dos resultados promissores, a compreensão humana dos gostos é inferior ao conhecimento sobre os outros sentidos. Por esse motivo, o entendimento e a descrição da percepção sensorial dos alimentos requerem a contribuição de muitas áreas do conhecimento. “A natureza e as ciências da vida, humanas, sociais, bem como as artes, contribuem com as perspectivas sobre o que chamamos de ‘gosto’.”

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Castanha-do-brasil tem a capacidade de melhorar funções cerebrais de idosos

A castanha-do-brasil tem a capacidade de melhorar funções cerebrais de idosos, como fluência verbal, memória e atenção. O alto teor de selênio no alimento, também conhecido como castanha-do-pará, é o responsável pelo benefício, já que o mineral produz enzimas antioxidantes no organismo. A conclusão é de pesquisa da nutricionista Bárbara Cardoso, da USP.

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Durante o estudo, ela analisou 20 pessoas, frequentadoras do Ambulatório de Memória do Idoso da Faculdade de Medicina da USP. Entre os participantes, 95% apresentavam deficiência do composto. A pesquisadora dividiu os voluntários em dois grupos: um ingeriu uma castanha diariamente e o outro, nenhuma. Os idosos que a consumiram passaram ainda por testes neuropsicológicos para avaliar os domínios mentais.

Após 6 meses, todos os que ingeriram o alimento melhoraram a insuficiência de selênio e a fluência verbal, principalmente os que tinham comprometimento cognitivo leve (CCL), considerado estágio intermediário entre envelhecimento normal e demências.

Segundo Bárbara, esse mineral é um nutriente antioxidante, que combate a formação de radicais livres. “O selênio atua por meio de selenoproteínas no corpo. Os radicais livres têm participação na doença de Alzheimer. Acreditamos, portanto, que ao aumentar a oferta de selênio, diminuímos o número dos radicais, e as chances de ter Alzheimer caem”, explica a nutricionista, que fez o estudo no Laboratório de Nutrição-Minerais da USP.

A pesquisadora destaca que o excesso de radiciais livres no organismo está relacionado ao declínio das funções cognitivas. Pacientes com CCL apresentam maiores níveis de radiciais e menor quantidade de selênio. “Com o avanço da idade, os neurônios apresentam maior ineficiência no processo de energia. E a capacidade do sistema antioxidante, que combate os radicais, tende a se reduzir”, acrescenta a especialista.

Apesar do efeito benéfico em idosos, Bárbara sugere que as pessoas comam apenas uma unidade de castanha por dia, por causa da alta concentração de selênio. “Duas unidades já excederiam o limite máximo recomendado para o consumo diário do mineral”, alerta a nutricionista.

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Série fotográfica mostra o lado da obesidade que pouca gente vê

Hector Garcia Jr. queria ser piloto de caça quando era pequeno. Em seu quarto, assistia a filmes, brincava com miniaturas e imaginava como seria a adrenalina de viver pilotando. Mas não foi bem assim que aconteceu. Aos seis anos já era considerado o mais gordinho da turma, na adolescência foi ridicularizado e durante a vida adulta lutou, mas não como gostaria. O inimigo, seu próprio peso, o fez sofrer em batalhas que duraram toda uma vida. A repórter Jessica Belasco e a fotógrafa Lisa Krantz, do jornal Express-News, acompanharam a difícil vida de Garcia durante quatro anos, o que resultou em uma impactante série fotográfica, que mostra o lado da obesidade que poucos enxergam.

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288 quilos. Este foi o peso máximo a que Garcia chegou. A obesidade mórbida foi fruto de uma série de fatores, a começar por sua mãe, Elena Garcia. Casada aos 14 anos, ela mal sabia preparar as refeições de seus seis filhos e acabava usando e abusando de produtos industrializados, sem ter consciência sobre os valores nutricionais do que consumiam. A tendência genética à obesidade também contribuiu e a depressão que veio com a rejeição na adolescência transformou a doença de Garcia em um efeito bola de neve. “A comida não me rejeitava, a comida nunca me falava nada, nunca falava nada de ruim para mim, então eu me confortava ao comer“, afirmava o menino.

Aos 30 anos, ele tentou fazer uma cirurgia de redução de estômago, esperando ter seu problema resolvido. A operação fez com que ele perdesse quase 100 quilos, mas não foi suficiente para combater o “efeito sanfona”. Todo o peso voltou e, anos depois, ele precisou ser submetido a outra cirurgia, desta vez para recuperar os joelhos, danificados pelo excesso de peso. O procedimento fez com que ele perdesse peso novamente, mas em pouco tempo, tudo voltou como era antes. “Ele veio ao mundo com a sorte contra ele. Se você pegasse esse mesmo indivíduo e o colocasse no Afeganistão ou no Iraque, ele provavelmente seria uma das pessoas mais gordinhas por lá, mas eles não têm o acesso a comida, eles não têm campanhas de marketing multimilionárias que o levaram a pesar 200 kg“, explicou o psicólogo e diretor do Centro de Peso e Doenças de Alimentação da Universidade da Pensilvânia, Thomas Wadden.

Garcia viveu toda a sua vida na casa dos pais, não conseguiu ser o piloto de caça que gostaria, ter filhos ou se casar. A batalha contra a obesidade o tornou depressivo, dependente e infeliz. “É difícil lutar pela vida quando eu sinto que minha vida não é uma vida. É existência. Existência não é o suficiente para mim“, disse.

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Dicas e ações para evitar o desperdício de alimentos

Todos os anos, aproximadamente 1, 3 bilhão de toneladas de alimentos são perdidos ou desperdiçados em todo o mundo, equivalente a 30% do que é produzido. Do cultivo no campo até chegar ao prato, a pesquisa considera todos os estágios, incluindo transporte ao abastecimento dos supermercados.

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A alta no preço dos produtos e o aumento da demanda entre os países emergentes foram os motivos que reacenderam o debate sobre a questão da segurança alimentar.

O desperdício chega a um terço da produção de alimentos em todo o mundo.
Apesar disso, a pesquisa indica que o maior de desperdício acontece justamente durante o consumo, sobretudo nos países desenvolvidos, que respondem por 56% do desperdício.

No Brasil, a questão do desperdício está ligada ao manuseio e no transporte dos alimentos, equivalendo a 50% das razões que levam à perda. Enquanto 10% do desperdício se deve ao consumo.

Entre outras razões para o alto volume de desperdício, o estudo também levantou que entre os motivos, destaca-se o hábito de rejeição a legumes e verduras considerados “feios”, fora dos padrões considerados comuns.

Pensando na redução do desperdício de alimentos, seguem algumas iniciativas que ajudam na hora da economia.

  1. – Realize uma parada obrigatória na despensa e na geladeira antes de ir ao mercado fazer compras. Verifique quais produtos você realmente precisa comprar e evite fazer estoques;
  2. – Na hora de cozinhar, dê preferência aos produtos que estão próximos do vencimento da validade. Anote quais são eles em uma lista e cole na geladeira para não esquecer;
  3. – Em vez de fazer uma compra por mês, experimente ir ao mercado mais vezes e comprar menos produtos;
  4. – As promoções costumam ser irresistíveis, no entanto, são as grandes vilãs do consumo consciente porque nos estimulam a comprar um número alto de produtos, que acabam se estragando. Fique atento;
  5. – Antes de guardar frutas, verduras e legumes na geladeira, higienize-os e e seque-os. Depois de consumir, guarde esses alimentos em embalagens hermeticamente fechadas para evitar a proliferação de bactérias;
  6. – Planeje suas compras. Faça uma lista com os produtos que realmente estão em falta;
  7. – Literalmente, aproveite seus alimentos até o talo. É possível reaproveitar partes não convencionais, como as sobras e cascas das frutas, por exemplo (veja mais aqui);
  8. – Se uma fruta ou legume apresentar uma aparência feia em algumas partes, corte-as e use o que sobrou, sem a necessidade de jogar tudo fora.

Por ano, 26,3 milhões de toneladas de alimentos são descartadas no Brasil – o suficiente para alimentar 19 milhões de pessoas diariamente. O desperdício acontece em cada etapa do processo: colheita, transporte e armazenamento, indústria de processamento, varejo e consumo.

Aproveitando as “sobras”

Para diminuir os impactos do desperdício, diversas instituições distribuem alimentos que seriam descartados. É o caso da ONG Banco de Alimentos. Desde 1999, a organização recolhe as sobras da produção e da comercialização e as repassa para entidades que beneficiam pessoas em vulnerabilidade social.

“Nós recolhemos alimentos próprios para consumo, mas que perderam valor de venda. Por exemplo, um legume amassado, ou próximo de estragar”, conta Camila Kneip, coordenadora de nutrição do Banco de Alimentos. “Nossa equipe de nutrição avalia a qualidade dos produtos antes da entrega.”

Uma das entidades beneficiadas é a Casa de David, que trabalha com pessoas portadoras de deficiência física e mental. Segundo a nutricionista da instituição, Iracema Ferreira, cerca de 20% dos alimentos consumidos na casa vêm do Banco de Alimentos. “A qualidade é ótima. As verduras vêm sempre fresquinhas”, conta.

O Sesc tem uma iniciativa semelhante, o Mesa Brasil, que assiste 5570 entidades, com abrangência nacional. Além de contar com a ajuda de empresas parceiras para realizar a distribuição, a instituição recebe trabalho voluntário de pessoas das 407 cidades nas quais o programa funciona.

Para colaborar, acesse o site do Banco de Alimentos e o do Mesa Brasil.

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Comparamos rótulos de 7 alimentos paramostrar o que você tem comido sem saber

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Há um ditado que diz que cada pessoa escolhe a sua própria droga: seja ela café, açúcar, sal, gorduras, esporte em excesso, adrenalina, sexo, cigarro, ou todas as outras do time das ilícitas. Acredita-se que dificilmente alguém sai ileso quando o quesito é adotar algo que contribua para algum tipo de efeito positivo no organismo. Concordamos com o fato de que esse é um direito do qual as pessoas não deveriam abrir mão: cada um sabe da sua existência e cuida dela como acha melhor. Acontece que, muitas vezes, estamos tão distraídos com outras coisas que acabamos nosenvenenando inconscientemente. Muitas vezes até sabemos dos danos, mas não queremos nos aprofundar muito nesse conhecimento.

Uma das formas de “entorpecimento alienado” costuma se dar nas escolhas do que colocamos nos nossos pratos todos os dias. Sem dúvida, os alimentos industrializados foram um passo sensacional na evolução de uma sociedade que não tem tempo/vontade para cozinhar a comida em casa. Por isso, antes que você ache que lá vem mais um discurso ecochato, avisamos: odiamos ecochatice. O que a gente quer com esse post é fazer um alerta sobre o fato que estamos nos envenenando, e que a maioria das pessoas não tem consciência desse fato.

Confiamos nas marcas/governo e nem paramos para dar uma olhada nos rótulos das comidas que muitas vezes são tudo, menos alimento. Assim engordamos, ficamos doentes, perdemos vitalidade por falta de consciência. Vale lembrar que nosso objetivo aqui também não é atacar nenhuma marca de produto industrializado; eles não estão fazendo nada de ilegal – errado somos nós que compramos sem pensar. A ideia é questionar: por que tantos químicos e conservantes? Se algumas marcas utilizam produtos mais naturais, por que as outras não seguem o exemplo? Pra que colocar tanto açúcar disfarçado nas comidas? (muitos produtos tem na lista o açúcar como primeiro ingrediente – e os ingredientes são organizados por quantidade, ou seja, se o açúcar está em primeiro, significa que a base do produto é açúcar.)

Em meio a itens disfarçados de comida, há uma infinidade de substâncias químicas como aromatizantes, corantes, antioxidantes, conservantes, estabilizantes e acidulantes que, com consumo exagerado, causam os mais diversos danos aos nossos corpos – desde obesidade, passando por câncer, até enxaquecas e Alzheimer . Esses inimigos são identificados nos rótulos, muitas vezes em letras miúdas, para desmotivar a leitura.

No entanto, se abdicar dos alimentos industrializados não é algo a se considerar, o que fazer para minimizar esse problema? A mudança de hábito é simples: começar a ler a tabela de ingredientes que obrigatoriamente vem em todos os alimentos que compramos. Com esse hábito, você vai perceber que nem todas as marcas/produtos são ruins; algumas delas, conseguem produzir alimentos gostosos sem forçar a barra nas substâncias químicas. Uma regra super básica que funciona na hora de escolher é pensar: se você não sabe o que é aquele ingrediente, seu corpo também não vai saber. Ou seja, privilegiar ingredientes reais/naturais é sempre a melhor decisão.

Para você entender melhor, fomos ao supermercado e saímos fotografando alguns rótulos. Para cada alimento que qualquer pessoa em sã consciência deveria evitar, mostramos que há sim escolhas mais inteligentes e que nem sempre são mais caras. Veja só: (obs: a ideia desse post não é fazer uma análise nutricional complexa dos alimentos, e sim despertar as pessoas para a importância de ler rótulos. Há muito mais coisas que devem ser analisadas além dos ingredientes, como níveis de gordura saturada, sódio, entre outros, mas essa abordagem fica para um próximo post.)

 

1. Margarina X Manteiga:

A mídia em geral tenta passar a imagem de que a margarina é mais saudável mas, basta uma rápida olhada no rótulo para se assustar: a “inocente” margarina é formada basicamente por ingredientes químicos que não conhecemos. A manteiga da marca fotografada é totalmente diferente: leva dois ingredientes e ambos são conhecidos pela gente.

2. Iogurte com sabor X Iogurte natural

Os dois iogurtes que testamos são da mesma marca. O primeiro, com sabor, tem uma lista de componentes químicos gigantescas – tudo para dar um sabor de cenoura e mel – enquanto o outro, natural, é basicamente leite e fermento. Ok, você quer seu iogurte docinho? Compra mel natural e mistura uma colherona. Vale também colocar frutas e granola. Você vai deixar de ingerir um monte de coisas artificiais somente nessa mudança básica.

3. Suco de laranja de marcas diferentes

Nesse caso, analisamos 2 sucos de laranjas de marcas diferentes (o primeiro de soja, e o segundo não). No primeiro caso, além de ter um monte de conservantes químicos, o primeiro ingrediente é açúcar: ou seja, açúcar é a base desse produto – diferente do segundo, cuja água, suco concentrado e polpa de laranja vêm antes do açúcar, ou seja, são os ingredientes principais. O sabor dos dois é praticamente o mesmo, mas o seu corpo com certeza percebe a diferença no primeiro gole.

4. Macarrão instantâneo normal X Macarrão instantâneo orgânico

Quem nunca recorreu a um macarrão instantâneo numa hora crítica de fome? Não, não queremos que você pare com esse hábito. Apenas queremos mostrar que há opções mais inteligentes. Os ingredientes do primeiro produto estavam numa fonte tão pequena, que mal apareceram na foto (será que é proposital?). Não importa – o importante é perceber a diferença entre o mesmo produto de marcas diferentes. No segundo, apesar de conter diversos ingredientes, eles são 99% naturais e sabemos do que se trata – bom sinal.

5. Chocolate em pó de marcas diferentes

Como dissemos, os ingredientes dos alimentos são listados conforme a quantidade existente. Então obviamente, quando queremos comprar um achocolatado em pó, o ingrediente em maior quantidade tem que ser açúcar. OH WAIT! Açúcar? Isso mesmo. O primeiro chocolate analisado na foto tem açúcar como base – ou seja, você está comprando açúcar com um pouco de chocolate, e não o contrário. Diferente do segundo que tem em sua maioria cacau em pó solúvel.

7. Barra de Cereal de marcas diferentes

E então você vai no mercado e escolhe uma barrinha crente que está fazendo uma escolha super saudável. Mas se lesse o rótulo teria uma surpresa. O primeiro produto da foto já começa mal: o ingrediente que ela tem em maior quantidade é o xarope de glicose, que nada mais é do que um xarope de milho rico em frutose. Extraído do amido, é um adoçante potente e ainda mais barato do que o açúcar tradicional, e aumenta o nível de triglicerídeos no sangue e estimula a obesidade. Ou seja, você compra uma barrinha achando que está dentro da dieta, mas na verdade é uma armadilha. Tirando isso, basta correr os olhos na lista para identificar mais um monte de ingredientes químicos. A segunda marca é muito diferente: tem como base aveia laminada integral e mais um monte de grãos, como toda barra de cereal deveria ser.

8. Tempero artificial X tempero natural

Daí você decide que quer seu arroz um pouco mais temperado, e investe seu dinheiro nesses temperos prontos. Além de terem como base sal, eles contém um vilão que se esconde por trás de muitos alimentos nas gôndolas do mercado: um realçador de sabor chamado Glutamato Monossódico, tradicional da culinária chinesa. O glutamato é considerado uma excitotoxina, ou seja, ele superexcita as células nervosas, pois é utilizado como um transmissor de impulsos nervosos. O consumo excessivo e/ou frequente desta substância tem sido associado à certas doenças neurológicas como: Alzheimer, Parkinson, dificuldade de aprendizado, hiperatividade e enxaquecas. Na dúvida, vá nos ingredientes que sua mãe e avó sempre usaram: a cebola e o alho.

Esses são apenas alguns exemplos diante da imensidão de escolhas que o supermercado oferece todos os dias. Agora a escolha é sua – vai querer investir o seu dinheiro em qual marca? Precisamos incentivar a compra dos produtos que são mais conscientes e naturais e deixar de comprar aqueles que apelam nas substâncias químicas, pois só assim a mudança será gerada. Se deixarmos de comprar produtos de marcas que não estão nem um pouco interessadas na saúde dos seus consumidores, eles terão que correr atrás para acompanhar as exigências dos consumidores.

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